terça-feira, abril 22, 2014

Beatriz Papparoto, a menina que vive em Mogi

    “Eu não acho que a internet emburreça as pessoas.” A afirmação foi de Beatriz Papparoto, 20 anos, durante entrevista coletiva que concedeu a seus colegas de classe na manhã da última quinta-feira.
     Ela contou que desde os 14 anos trabalha na firma do pai, uma empresa de topografia. É Bia quem faz toda a parte de AutoCAD, um programa de computador que auxilia um desenho técnico de engenharia.
    Bia mora em Mogi das Cruzes e viaja cerca de uma hora e meia para chegar na faculdade onde estuda, pois prefere estudar na capital, onde o ensino é melhor, como afirma.
    “Na verdade, eu não queria jornalismo. Queria fazer um curso de fotografia. Quando disse isso para o meu pai, ele resmungou dizendo que ‘isso’ não daria dinheiro...” E ele repetiu a mesma coisa quando Beatriz contou que artes plásticas talvez fosse uma opção.
    A área da comunicação só entrou efetivamente em sua vida quando foi até à faculdade e prestou vestibular para publicidade e propaganda ou jornalismo. Acabou passando nas duas disciplinas e ao final, optou pelo jornalismo. “Afinal, como jornalista eu posso partir para a área do fotojornalismo”, contou animada.
    Paralelamente ao jornalismo ela ingressou num curso de fotografia para se aprimorar. “Gosto de fazer fotos de pessoas passeando pelas ruas, parques e em qualquer outro lugar. Entretanto eu não fotografaria um acidente se isso impactasse os leitores”, disse. “Não acho que não se deva mostrar fotos assim, mas eu nunca fotografaria. Da mesma forma que não trabalharia com assuntos policiais. Até porque não posso ver muito sangue”, concluiu, provocando risos.

Por Isabela Guimarães

Meu nome não é Patrícia

      Já imaginou ter um nome e ser chamado por outro a vida inteira? E que tal saber que se tem duas idades diferentes? Não são coisas que acontecem com todo mundo, pois as exceções são raríssimas. Valéria Kiota, filha de pais lituanos e dona de brilhantes olhos azuis é uma dessas exceções.
Ela nasceu no ano de 1937, mas seu pai a registrou apenas um ano e dez dias depois do seu nascimento. É por isso que ela brinca, até hoje dizendo que comemora dois aniversários por ano. “E aceito dois presentes”, emenda.     
      Valéria viveu sua infância no bairro do Bom Retiro, e aos treze anos mudou-se com a família para o Parque Rodrigues Alves, na Zona Norte de São Paulo. Apesar da idade, possui um grande senso de humor e incontáveis histórias que surgem no meio da conversa. “Quando meu pai comprou um rádio, eu já tinha uns cinco, seis anos. Era uma caixa enorme, um trambolho. Sabe o que eu fazia? Ia atrás do aparelho pra saber onde é que estava o homem que estava falando. Vê se pode?”
Pegando um pão de queijo recheado sobre a mesa, solta o seu sorrido: “Eu não sou mineira, mas amo um pão de queijo”.               
       Enquanto come seu pão de queijo ela conta que mesmo criança começou a trabalhar com costura para ajudar os pais. E não se arrepende momento nenhum de seu passado. “Comecei a trabalhar e fiquei muito feliz. Até fui até registrada, porque naquele tempo os menores de idade tinham que pedir autorização do juiz para trabalhar. Acabei me aposentando muito cedo. E até hoje costuro para algumas clientes.” Valeria continua apaixonada pela costura. “Só tive uma boneca na vida. Guardei até quando me casei, em 1953. Minha brincadeira preferida era costurar sapatinhos de retalhos para a boneca. Coisa que hoje já não se vê por aí.”       
      Depois de muitos pães de queijo, a conversa começa a ficar estranha e Valéria aparece com uma história inusitada sobre seu nome. Diz que se chama Valéria, mas na verdade, é conhecida pelo bairro inteiro como Patrícia. “Deixa eu te explicar”, adianta-se. E vai contando: “Quando eu nasci minha avó queria que minha mãe colocasse o nome de Patrícia. Minha mãe respondeu: ‘Não, a filha é minha e eu vou chamar Valéria’. E eu fui registrada como Valéria, mas minha avó nunca deixou ninguém me chamar assim. Exigia que me chamassem de Patrícia. Para não contrariar, minha mãe ficou quieta. Apenas dizia: ‘bom eu registrei como Valéria, o nome que eu queria que ela se chamasse. Agora a senhora chame de Patrícia ou como quiser’ Fiquei Patrícia lá em casa.
       E a coisa não para por aí. Valéria, ou Patrícia, ou como queiram, acabou se casando e assumindo o nome do marido, o japonês Sérgio Kiota. Tiveram duas filhas, Agda e Simone. Agda morreu com 24 anos, quando dava à luz à uma filha. Hoje, Valéria cuida de oito netos. O mais velho é Mauro, que tem 23 anos e o mais novo, Guilherme, onze. “Quando eles eram pequenos não era nada fácil. E eu passei por tudo isso sem estar preparada. Mas graças a Deus, estou aí com a minha turminha e logo chega um bisneto, o Pedro.”  
       Valéria, ou Patrícia se declara são-paulina e não perde um jogo do Brasil. Está ansiosa pela Copa do Mundo. “Gosto de ver um bom jogo, sabe? Gosto de assistir. Um jogo bem jogado com a bola rolando no chão.” Também gostava de Fórmula 1 e não perdia uma corrida até quando Ayrton Senna morreu. 
Há 36 anos ela mora na Parada Inglesa e seu maior sonho é viajar para a Lituânia, Grécia e Egito. Exatamente nessa ordem. “Quem sabe você não ganha na loteria e me dá de presente?”, brinca comendo o último pão de queijo que sobrou no prato.  
       E aqui se encerra um pouco da  inusitada vida da Patrí... ops Valéria.    
 
Por Isabela Guimarães

segunda-feira, abril 07, 2014

“Eu não vou falar sobre política aqui”

      “Eu não vou falar sobre política aqui.” Essa foi uma das declarações de Lucas Baptista, 20 anos, durante entrevista coletiva que concedeu a seus colegas de classe no campus Liberdade da FIAM na manhã da última quinta-feira. Ele completou a frase dizendo que “politica gera briga.” E com isso mudou o rumo de sua entrevista.   
               Declarou que: “O Jornalismo é muito amplo. Chega uma hora que você se perde. Meu foco, quando entrei na faculdade, era redação publicitária. Estudei e vi que há muito mais para se descobrir.” Contou que seu primeiro trabalho foi em uma companhia aérea. Disse que passou por momentos difíceis mas aprendeu a lidar com o público e ser mais maleável. 
      “Também trabalhei em uma empresa onde não fui registrado. Fui dispensado e não recebi salário. Só não processei porque preferi gastar energia e tempo com outra coisa. Agora eu aprendi. Não sou mais trouxa”, completou sorrindo.             
      Seu terceiro trabalho foi em uma agência de publicidade voltada para redes sociais. Produzia pautas para o Cinemark e Quaker. “Toda semana eu tinha que ter pauta pronta pra semana seguinte. Era uma correria”, revelou. Disse também que até pensou em trabalhar com radiojornalismo, mas desistiu.    
      Hoje, trabalha na revista Superinteressante, da Editora Abril. Ele cuida do site e de todos os blogs do endereço eletrônico. “O jornalismo de internet é o futuro pra mim. Eu conseguiria trabalhar com impresso, mas meu foco é a tecnologia. Eu quero ser um repórter da internet”, ponderou.             
     Questionado sobre o foco da revista respondeu brincando: “A Superinteressante trata de assuntos superinteressantes”, provocando risos, e completou; “Superinteressantes no sentido de curiosidades em geral. Há muita coisa. O foco é buscar deixar o leitor mais inteligente.”             
        Ao final da entrevista disse que nunca arrependeu de nada em sua vida. “Minha vida sempre foi legal, bacaninha. Eu tinha um sonho de trabalhar, juntar muito dinheiro e depois parar de trabalhar. Pra mim, dinheiro não representa nada na minha vida. Hoje, minha ambição é maior e melhor. Ser editor-chefe”, concluiu.
 
Por Isabela Guimarães

Até o frio está pedindo um moletom

            O verão acabou. O calor se foi. O outono chegou congelante e é preciso se preparar para não passar frio. O moletom, criado na década de 20 e popularizado nos anos 60, está em alta no Brasil e faz sucesso principalmente entre os jovens. Se na década de 30 os trabalhadores nova-iorquinos usavam para se proteger do frio dos frigoríficos, hoje ele está em todo canto. 
          Não se sabe ao certo quando o moletom foi criado, mas, aos poucos ele começou a ser usado pelos esportistas americanos durante as suas competições e logo suas namoradas adotaram o visual. A partir de 1960 os estudantes ajudaram a difundir esse estilo de vestir e novos modelos foram criados até que  nos anos 90, os estilistas criaram ainda mais derivações.            
         Bruna Félix e Fernanda de Souza, designers de moda, são fãs assumidas desse tipo de tecido. "O moletom é para ser usado sempre. Digo isso porque foi criado um certo preconceito pelo fato dele parecer uma peça usada por pessoas desleixadas, que não estão nem aí. Na verdade não é", esclarecem Bruna e Fernanda.             
           Adequar as roupas com o tom de pele harmoniza o visual. Não é fácil definir essa cor, pois uma série de fatores externos e internos interferem nessa tonalidade. Mas as melhores cores, garantem elas, são aquelas que deixam a aparência com um ar saudável. "Cores claras e brilhantes dão sensação de volume, já as escuras e foscas disfarçam. Basta tomar cuidado no contraste das cores", alerta Fernanda.
             A moda exigiu e as estampas estão cada vez mais criativas. Algumas peças personalizadas podem ser compradas nas lojas, e a internet mostra uma variedade muito maior. “Há sites que permitem que o usuário monte a própria estampa. Sem contar os modelos prontos, que remetem a filmes, séries e personagens”, recomendam Bruna e Fernanda. Não passe frio, escolha o moletom mais quentinho e aproveite enquanto está na moda.

Por Isabela Guimarães